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Catita

Catita é uma palavra catita

18
Nov18

TESTE 1 - Com quantos paises se faz um carro elétrico? MUDAR TITULO

AG

 

Daqui a uma década, um em cada três condutores vai ter um carro elétrico.  Mas de onde nos chega este futuro movido a eletricidade? Para responder a esta pergunta, temos quase de dar a volta ao mundo.

Em 2017, venderam-se 1,1 milhões de carros elétricos em todo o mundo (1,2% da frota global). As projecções da McKinsey apontam para que, em 2030, o número suba para 30 milhões (20%). A China vai ter 39% do mercado mundial.

De onde vêm os materiais para fazer um carro eletrico?

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Começamos pelo mais simples: a carroçaria. Em termos de materiais, não há grandes diferenças em relação a um carro convencional. Os carros continuam a usar aço, plástico, borracha, fibra de carbono e outros materiais sintéticos, que estão disponíveis na maioria dos países ou são facilmente importados.

A grande diferença está na bateria ...

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A bateria é um elemento crítico nos carros elétricos - até porque representa 40 a 50% do custo total de produção. 

Para fazer as baterias de litio que são usadas actualmente nos carros elétricos são precisos alguns metais e terras raros (ou seja, difíceis de extrair). Nenhum dos grandes produtores automóveis - China, Japão, Europa, EUA - dispõe destes materiais no seu território em quantidade suficiente.

Cobalto, níquel, lítio e grafite: estas são as quatro matérias-primas críticas em termos de extracção e fornecimento. Veja o mapa interactivo:

 

E até quando vamos ter estas matérias-primas? Há quem diga que dentro de 30 anos as reservas podem esgotar. Outros defendem que não haverá escassez, embora possa haver problemas temporários se o crescimento for muito rápido.

As alternativas passam pela reciclagem dos materiais e pelo desenvolvimento de outras soluções tecnológicas para as baterias, usando por exemplo outros materiais.

Ou então, viajamos mais longe: já há quem encare a exploração espacial como uma opção para obter matérias-primas que escasseiam na Terra. O níquel, o ferro e o cobalto (entre outros) foram já identificados em vários meteoritos e há empresas que já se exploram esta possibilidade.

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